Comunidade São Luiz Gonzaga, em Guarapuava: Amor e perseverança a serviço de quem mais precisa

Para a diocese de Guarapuava, contar com os trabalhos paroquiais naquela região da cidade significa crescimento humano, sempre enraizado nos ensinamentos cristãos.

19/04/2021 08H00


O desenvolvimento humano sempre foi diretamente proporcional ao desenvolvimento de sua comunidade, das instituições e empresas que se instalam ao redor de um grupo de pessoas. Pelo menos este é o reflexo natural de quando as coisas estão andando corretamente, dentro de um curso normal de sua história.

Em suas particularidades, este mês, contaremos a história da comunidade autônoma São Luiz Gonzaga, no Bairro Morro Alto, em Guarapuava.

Com a chegada das irmãs da Caridade Social na cidade, em 1967, muita coisa mudou, principalmente no que diz respeito ao atendimento aos necessitados da cidade.

As religiosas, tão logo se instalaram, passaram a trabalhar com os moradores da região, no sentido de amenizar o sofrimento destes, que viviam abaixo da linha da miséria.

Uma pequena capela foi construída. Lá, os moradores se reuniam e, uma vez por mês, uma missa era celebrada naquele local.

Cada vez mais, as famílias passaram a frequentar a comunidade por causa dos eventos e reuniões que lá eram realizadas e a capela tornou-se pequena para a quantidade de pessoas.

Desta forma, houve, portanto, a necessidade de se construir uma nova igreja, com maior espaço e com acomodações melhores, capaz de acolher a todos em condições agradáveis.

A partir daquele momento, uma grande mobilização foi iniciada com base nas palavras de Hildegard Burjan, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade Social, que falou: “Todo trabalho social é vazio, em vão, se não tivermos em vista o principal de tudo e o mais precioso: preparar os caminhos para que as pessoas possam encontrar o verdadeiro sentido da vida e o seu fim último: Jesus Cristo!”.

Era final da década de 1980 e a necessidade de se construir a nova igreja tornava-se urgente para atender aos interesses da comunidade que passava por grandes transformações em se tratando de condições sociais.

O Núcleo João Paulo II crescia com a construção de novas casas patrocinadas por doadores austríacos e a intenção das religiosas era conseguir um terreno na região para que a nova construção fosse iniciada. Segundo documentos da Comunidade, a irmã Maria Mayr, foi uma das grandes lutadoras para que o projeto fosse posto em prática.

No dia 17 de outubro de 1990, a comunidade foi contemplada com o título de concessão do terreno que seria destinado à nova igreja.

Em 11 de novembro de 1991, a comunidade recebeu a escritura de compra e venda do lote. Um mês depois, em 08 de dezembro de 1991, foi lançada a Pedra Fundamental que significou o início da edificação da capela.

A Igreja São Luiz Gonzaga foi construída entre 1991 e 1993 pela iniciativa das irmãs da congregação da Caridade Social, com apoio da diocese de Guarapuava.

O projeto só foi possível através dos recursos financeiros doados por benfeitores austríacos que atenderam aos pedidos das religiosas. O valor arrecadado custeou o material e os serviços do mestre de obras Nivaldo Chimanski e dos construtores Antonio Bege e Norberto Keche.

Em 09 de dezembro de 1992,  foi feita a benção do sino doado pelo padre Paulo Haides, sacerdote e irmão de irmã Pauline Haides, que também foi uma das principais incentivadoras do projeto da construção da igreja, da creche e do núcleo habitacional João Paulo II.

Em 19 de abril de 1993, Dom Albano Bortoletto Cavallin, segundo bispo da diocese de Guarapuava, declarou concluídas as obras.

Em 15 de agosto de 1993, a nova igreja foi dedicada a São Luiz. O ato foi realizado pelo padre Cassiano Waldner, que chegou a trabalhar como administrador diocesano em Guarapuava por três anos. O sacerdote morreu no dia 24 de novembro de 1998.

Depois da construção da nova igreja, o crescimento da comunidade não parou. Quatro anos mais tarde, o então bispo diocesano e atual bispo emérito de Guarapuava, Dom Giovanni Zerbini, autorizou o desmembramento daquele território da paróquia Nossa Senhora Aparecida, tornando sua administração autônoma, com as características de paróquia. O ato, segundo Dom Giovanni, foi promovido para que a comunidade pudesse atender melhor às pessoas do entorno, em uma comunidade que estava em grande expansão em se tratando de população. “Por meio deste, decreto que a comunidade São Luiz Gonzaga, com sede à Rua Bernardino Roseira Lacerda, 391, Bairro Morro Alto, na cidade de Guarapuava, PR, até agora incorporada na paróquia Nossa Senhora Aparecida, Bairro Bom Sucesso, fica estabelecida com administração autônoma, com as características de paróquia para o melhor atendimento do povo daquela populosa região urbana em contínuo crescimento, no respeito das normas do Direito da Igreja e do Regimento da diocese de Guarapuava. Guarapuava, 07 de fevereiro de 1997”, escreveu Dom Giovanni em seu decreto.

Desde sua fundação, muitas foram as pessoas que contribuíram e continuam ajudando no crescimento da comunidade São Luiz Gonzaga. Diversos padres deixaram seus legados de amor e devoção junto àquela comunidade, sempre na busca constante por seguir os passos de Jesus Cristo.

Para a diocese de Guarapuava, contar com os trabalhos paroquiais naquela região da cidade significa crescimento humano, sempre enraizado nos ensinamentos cristãos. 

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