A morada de Deus

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, sobre o 6º Domingo da Páscoa.

Estamos no último domingo antes da Ascensão, que encerra a presença humana de Cristo na terra.

Na 1ª leitura (At 15,1-2.22-29), vemos a sua presença através do Espírito Santo. Com a entrada dos pagãos ao Cristianismo, surge uma questão polêmica: deve-se impor também a eles a “circuncisão” e a observância da Lei judaica? Ou a salvação é única e exclusivamente dada por Cristo?  Os apóstolos reúnem-se em assembleia (Concílio de Jerusalém) e, dóceis à vontade do Espírito, mandam uma carta apresentando a solução do problema: “Decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além do indispensável...” É preciso ter consciência da presença do Espírito Santo na Igreja de Cristo e, como os apóstolos, escutá-lo na oração e na discussão.

A 2ª leitura (Ap 21,10-14.22-23) faz uma linda descrição da Morada de Deus, a nova Jerusalém, onde viveremos a vida definitiva no seio da Trindade.

O Evangelho (Jo 14,23-29) apresenta o final do discurso da despedida. Cristo confirma sua presença na Igreja, enviando o Espírito Santo: “Ele vos ensinará e recordará tudo o que vos tenho dito.” O mesmo Espírito que conduziu Jesus agora conduzirá os seus discípulos. A presença corporal de Jesus é substituída pela presença espiritual, prometida a todos aqueles que o amam: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.”

Que alegria saber que a Santíssima Trindade habita em nossa pobreza. E que o que Ele nos pede, é o nosso amor e nosso respeito: em nossa pessoa e na pessoa dos irmãos. Como você tem se relacionado com esse Deus tão próximo e tão íntimo? 

Bom domingo!
Deus te abençoe.