A Palavra se fez carne!

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, para o domingo do Natal.


A liturgia deste dia convida-nos a contemplar o amor de Deus, manifestado na encarnação de Jesus. Ele é a “Palavra” que se fez pessoa e veio habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

A 1ª leitura (Is 52, 7-10) anuncia a chegada do Deus libertador: “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz”. Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu povo uma era de felicidade sem fim. O profeta convida, pois, a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.

A 2ª leitura (Hb 1,1-6) apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projeto alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus, a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.

O Evangelho (Jo 1,1-18) desenvolve o tema esboçado na segunda leitura e apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus: “E a Palavra se fez Carne e habitou entre nós”. Indica que a missão do Filho -”Palavra” é completar a criação primeira, eliminando tudo aquilo que se opõe à vida e criando condições para que nasça a pessoa nova, da vida em plenitude, que vive uma relação filial com Deus. A simbologia da luz é vasta para apresentar a proposta de Deus, e mesmo que a recusa do ser humano (trevas) tenta impedir a luminosidade divina, a “luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguem apagá-la”. João Batista, testemunha da luz, aponta a nossa missão: levar a luz-Cristo onde as trevas teimam imperar.

Tenho acolhido essa luz com disponibilidade e alegria?

Bom Domingo.
Feliz e Santo Natal!
Deus te abençoe.