ARTIGO: Um mês de Grandes Santos para a alegria da Igreja

Artigo do padre Cícero Pereira de Souza, da paróquia São Pedro Apóstolo de Foz do Jordão (PR)

13/06/2022 08H59

O culto dos santos nasceu espontaneamente já no começo da Igreja, na época das perseguições. Quando um cristão acabava de ser martirizado, os irmãos se esforçavam para ter ao alcance das mãos os restos mortais. Davam-lhe uma sepultura digna e, sobre esta sepultura, erguiam um oratório onde vinham pedir a intercessão do mártir e realizar celebrações com os sacerdotes. O mais célebre desses oratórios é a Basílica de São Pedro, construída sobre o túmulo do apóstolo no Vaticano. Os cristãos nem se preocupavam em conseguir a aprovação para tal culto. Os bispos, testemunhas diretas do martírio, eram os primeiros a participar. Assim a Igreja iniciou a tradição de guardar as relíquias dos santos e os venerar como amigos de Jesus Cristo e intercessores dos cristãos.

O mês de junho é marcado pela festividade de grandes santos da Igreja, que tiveram uma participação significativa na evangelização e na fé do povo de Deus. Santo Antônio, no dia 13, São João Batista, dia 24 e São Pedro e São Paulo, no dia 29.
Nossa diocese de Guarapuava tem paróquias de todos os santos citados. Por serem importantes intercessores da Igreja têm capelas, oratórios, paróquias, basílicas e santuários em todas as partes do mundo. Com exceção de Santo Antônio, são santos universais e contemporâneos de Cristo.

Santo Antônio, nascido em 1195, foi frei franciscano, grande pregador, homem de caridade e mística. Uma das grandes experiências de oração deste santo foi o dia em que teve a graça de segurar, misticamente, o menino Jesus em seus braços. É conhecido como padroeiros dos casais e das famílias, pelas grandes pregações que fez em defesa da família e do casamento.

São João Batista, primo de Jesus, filho de Santa Isabel e São Zacarias, foi desprendido das coisas materiais, morava em lugares desertos, se alimentava de gafanhotos e mel do campo. Às margens do Rio Jordão, pregava a conversão e batizava os arrependidos para uma vida nova.

São Pedro, por sua vez, foi apóstolo de Nosso Senhor. Designado por Jesus como rocha firme onde a Igreja seria edificada, foi martirizado em Roma no ano de 67d.C. Crucificado de cabeça pra baixo, glorificou a Deus pelo seu martírio.

São Paulo é um judeu convertido! Era perseguidor, mas teve experiência mística com nosso Senhor e converteu-se em grande pregador do evangelho. Foi martirizado fora dos muros de Roma, entre os anos de 64 e 67 d.C.
Todos grandes colaboradores da fé cristã-católica. 

A maior e mais importante homenagem que podemos fazer a estes santos é sua imitação. Imitar os santos, amar sem medidas, seguir o Cristo incondicionalmente e lutar contra o pecado é o grande legado dos santos que devemos imitar para, assim como eles, receber a coroa da santidade. Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

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