Deus não se cansa de perdoar

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, para o 24º domingo do Tempo Comum.


A Liturgia de hoje nos fala de Deus, que está sempre de braços abertos para acolher os pecadores arrependidos.

A 1ª leitura (Ex 32,7-11.13-14) mostra a misericórdia de Deus para com o povo infiel. Após ter recebido inúmeros favores de Deus na libertação do Egito, o povo rompe com a aliança e adora um bezerro de ouro. Moisés intercede. Deus perdoa e “desiste de castigar”.

Na 2ª leitura (1Tm 1,12-17), Paulo fala da misericórdia de Deus para com ele. Recorda o seu passado de perseguidor violento da Igreja. Mas, pela graça e misericórdia de Deus, tornou-se um Apóstolo.

No Evangelho (Lc 15,1-32), Jesus fala da misericórdia de Deus para com os pecadores. Na introdução, os fariseus criticam Cristo porque “acolhe gente de má fama e come com eles...” Essa crítica provoca a resposta de Jesus com as três parábolas da misericórdia: A ovelha perdida, a moeda perdida e do Pai misericordioso. Elas manifestam a alegria de encontrar o que estava perdido. A alegria é tão grande, que precisa ser partilhada com os outros; é preciso festejar. Elas nos apresentam também três realidades. O pecado: pecamos porque deixamos de escolher o bem (vida) e optamos pelo mal (morte), pecamos porque não amamos ou amamos pouco; nos afastamos de Deus preferindo caminhar sozinhos. A misericórdia de Deus: “Deus não se cansa de perdoar, nós é que cansamos de buscar o seu perdão” (Papa Francisco). A conversão do pecador: A justiça de Deus é que o pecador não morra, mas que se converta e mude de vida. A Igreja não é feita de santos, mas de pecadores perdoados, porque as transgressões dos filhos não anulam o AMOR do Pai.

Se essa é a atitude de Deus, qual deve ser a nossa para com as pessoas?

Bom domingo!
Deus te abençoe.