Equipe de animação do Sínodo 2023 no Brasil se encontra com o desafio de fazer a síntese das escutas diocesanas

O padre Valdecir Badzinski, coordenador do Sínodo na diocese de Guarapuava, faz parte da equipe.

08/08/2022 17H37


Por CNBB

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se encontra na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a tarefa de realizar, entre os dias 8 a 12 de agosto, a síntese das contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares. Até esta segunda-feira, 8 de agosto, chegaram cerca de 200 contribuições das Igrejas Particulares, o que representa 70% das dioceses brasileiras. A equipe tem o trabalho, a partir das orientações da Secretária Geral do Sínodo dos Bispos, de reunir em um único e breve arquivo as contribuições elaboradas por cada Igreja Particular em um documento de apenas 10 páginas.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no país, definiu esse momento de síntese como a “escuta das escutas”, um trabalho, segundo ele, muito exigente.

O maior desafio, de acordo com o secretário-geral, é assegurar a fidelidade a tudo que, por meio das falas locais, o Espírito Santo falou à Igreja no Brasil. “Por isso, elaborar esta síntese exige uma atitude reverente, cheia de fé e compromisso”, descreve.

O secretário-executivo do regional Sul 2 da CNBB, padre Valdecir Badzinski, contou que a equipe está admirada com a diversidade de aspectos eclesiais contidos nas sínteses vindas das dioceses. Segundo ele, o material é um relevante raio X das múltiplas realidades do Brasil, onde as experiências se multiplicam a partir de cada realidade eclesial. “Estas sínteses servirão de base propulsora e inspiradora para novos projetos relacionados à Igreja no Brasil, aprimorando a bela e profícua caminhada eclesial já realizada”, afirmou.

Segundo ele, os desafios que acompanham todo o processo sinodal também aparecem nas contribuições enviadas pelas dioceses, como: a questão geográfica, a multiplicidade cultural, a experiência eclesial, o fato do ouvir a todos, o tempo presente, os múltiplos meios de influência, a liberdade de expressão e o clericalismo. “Estes e outros desafios exigem da equipe de síntese aguçadas habilidades para não desconsiderar o que chegou e, ao mesmo tempo, conciliar uns com os outros em vista de uma igreja melhor”, destaca.

Metodologia de trabalho da síntese

De acordo com assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Mariana Venâncio, a Equipe de Animação do Sínodo 2023 fez um trabalho prévio de preparação para a realização da síntese. Desde o fim de julho, cada um dos 14 integrantes da equipe, ficou responsável por analisar um dos horizontes indicados pelo Documento Preparatório para a escuta diocesana.

À medida em que as sínteses diocesanas eram enviadas, iam sendo também compartilhadas com toda a equipe para a leitura. Hoje, no nosso primeiro dia presencial de trabalho, alinhamos detalhes como os horários da semana, a metodologia da redação da síntese e a linguagem que vamos adotar, por exemplo. No início desta semana, estamos concluindo essas leituras e preparando uma apresentação geral, que será feita por cada integrante do grupo, à toda equipe”, informou.

Ela explica que essa visão geral tem por objetivo fazer com que todos tenham ciência sobre as contribuições apresentadas, não só sobre o horizonte pelo qual ficou responsável. Assim todo o grupo poderá contribuir sobre os temas e as contribuições que precisam figurar na síntese final. “A partir do meio da semana, pretendemos que cada um já possa ir redigindo a síntese da parte que assumiu para que, até a sexta, possamos fechar o texto todo, fazendo as revisões, correções e adequações necessárias".

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB um dos maiores desafios é elaborar uma síntese que ofereça o panorama da escuta em um Brasil tão diversificado, incluindo a maior parte das contribuições e não apenas privilegiando o discurso da maioria. Ela destaca que o primeiro contato com as contribuições demonstra que elas serão um importante instrumento de estudo e aprofundamento, tanto no campo da pesquisa, quanto no âmbito pastoral, em benefício da caminhada da Igreja no Brasil e, até mesmo, em âmbito universal.
 

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