Jesus precisava receber o Batismo?

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, sobre a liturgia do domingo.

Hoje celebramos o Batismo de Jesus no rio Jordão.

A 1ª Leitura (Is 42,1-4.6-7) fala de um misterioso “Servo” escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz.

A 2ª Leitura (At 10, 34-38) narra o Batismo de Cornélio. Pedro dá seu testemunho e catequese na casa de Cornélio e no final batiza toda a sua família. Cornélio é o primeiro pagão a ser admitido ao Cristianismo por um apóstolo.

No Evangelho (Lc 3, 15-16.21-22), o Batismo de Jesus foi acompanhado de 3 fatos: “Os céus se abriram...”: Deus encerrou o seu silêncio; é o momento da reconciliação entre o céu e a terra. “O Espírito Santo desceu sob a forma de Pomba”: relembra o dilúvio, quando o céu estava fechado e a pomba com o raminho de oliveira foi o sinal de que a paz havia sido restabelecida. “Ouviu-se uma voz do céu...”: há 300 anos o povo não ouvia a voz de Deus pelos profetas. Era a Trindade presente comemorando o grande acontecimento. Jesus precisava receber o Batismo? É claro que não! João até não queria batizar Jesus: o Batismo de João não era sacramento (O Batismo-sacramento, água e Espírito Santo, foi instituído por Jesus). O Batismo de João era penitencial onde a pessoa renunciava ao pecado e convertia-se a uma vida nova. 

Este Batismo foi uma antecipação do Batismo cristão que apaga o pecado original, dá uma vida nova, torna-nos membros do Povo de Deus e da Igreja, dá a filiação divina e nos faz herdeiros de Deus; é um compromisso de servir a Deus com fidelidade. Mas, estamos levando a sério tudo isso? Agradeçamos o grande dom do nosso Batismo e peçamos forças para sermos fiéis até a morte.

Bom domingo.
Deus te abençoe.