O Bom Pastor

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, sobre o 4º Domingo da Páscoa.

No Antigo Testamento a imagem do pastor era muito familiar ao povo judeu. Muitos líderes foram pastores: Jacó, Moisés, Davi. Frequentemente Israel é comparado a um rebanho, do qual Deus é o Pastor. Ezequiel afirma que o próprio Deus assumirá a condução do seu povo. Ele porá à sua frente um Bom Pastor, que o livrará da escravidão e o conduzirá à vida. Essa promessa se cumpre em Jesus.

A 1ª leitura (At 13,14.43-52) narra a reação de judeus e pagãos à pregação de Paulo e Barnabé. Os Judeus pensam ter o monopólio de Deus e da Verdade: são ovelhas fechadas, que ficam indiferentes às propostas cristãs. Os pagãos respondem com alegria e entusiasmo: são ovelhas atentas à voz do Pastor e dispostas a segui-lo.

A 2ª leitura (Ap 7,9.14b-17) apresenta a meta final do Rebanho. “O Cordeiro será o seu Pastor e os conduzirá às fontes da água vivificante.” 

No Evangelho (Jo 10,27-30), Cristo se apresenta como o “Bom Pastor”. Na Parábola, vemos duas atitudes: 
1. A atitude do Pastor (Cristo): “Dá a vida pelas ovelhas...”, “Eu conheço as minhas ovelhas...”, “Jamais se perderão, ninguém vai arrancá-las de minhas mãos”. Isso mostra que a Igreja (rebanho de Cristo), não está confiada apenas nas mãos de pastores humanos. Cristo a conduz e supre suas necessidades através do Espírito Santo. 
2. A atitude das ovelhas: elas o conhecem numa intimidade profunda: escutam e seguem. Percorrem o caminho de Jesus, numa doação total de amor e de serviço aos irmãos. 

Rezemos hoje pelas vocações e pelas mães, para que, a exemplo de Maria, sejam sempre referenciais na vida dos filhos.

Bom domingo!
Deus te abençoe.