O fariseu e o publicano

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, para o 30º Domingo do Tempo Comum.


No domingo passado, refletimos sobre a necessidade da oração perseverante, mas não basta rezar. É preciso rezar bem. Que tipo de oração chega a Deus?

Na 1ª leitura (Eclo 35,15a-17.20-22a), Deus afirma que escuta as súplicas dos humildes, aquela que parte de um coração pobre e justo, solidário com os sofredores.

Na 2ª leitura (1Tm 4,6-8.16-18), Paulo, velho, preso, condenado à morte, medita e reza sobre a sua vida... “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé...” É o testamento de alguém que está com a consciência do dever cumprido e aguarda com humildade e confiança a recompensa de Deus.  

No Evangelho (Lc 18,9-14), Jesus mostra dois tipos de pessoas e dois modos de rezar e diz claramente o que agrada a Deus. Um fariseu e um pecador rezam no Templo, mas rezam bem diferentes.
O fariseu: de pé, auto-suficiente, pelo caminho do orgulho, exalta a si mesmo e espera a recompensa, pois a salvação vê não como dom de Deus, mas como conquista pessoal.
O publicano: no fundo, bate no peito e pelo caminho da humildade espera a misericórdia e a salvação oferecida por Deus. O fariseu ofereceu suas obras e o publicano sua miséria e seus pecados. A Igreja pergunta: “Com qual dos dois nos identificamos?”.

O farisaísmo é uma atitude religiosa que nos impede de ver-nos como somos e deturpa nossa relação com Deus e com os irmãos. 

Bom domingo!
Deus te abençoe.