O seguimento de Jesus

Reflexões de dom Amilton Manoel da Silva, CP, para o 23º domingo do Tempo Comum.


A Bíblia é sempre uma luz em nossa caminhada cristã. Hoje ela nos fala do Seguimento de Jesus e suas exigências.

A 1ª leitura (Sb 9,13-19) lembra que só em Deus é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida.

Na 2ª leitura (Fm 9b-10.12.17), Paulo aplica as consequências do seguimento de Jesus: intercede em favor de um escravo fugitivo (Onésimo), junto a seu “dono” (Filêmon). 

O Evangelho (Lc 14,25-33) aponta o “Caminho do Discípulo”. Jesus estava a caminho de Jerusalém, onde iria ser morto numa cruz. O povo o seguia numeroso, entusiasmado pela sua pessoa. Entre os que o seguiam, haviam pessoas boas desejosas da boa palavra, mas também curiosos, interesseiros e até inimigos. Sem medo de perder alguns simpatizantes, Jesus aponta três condições para segui-lo: desapego afetivo aos familiares... até à própria vida: “Quem não ‘odeia’ o seu pai, sua mãe... até a própria vida, não pode ser meu discípulo...” Odiar significa aqui: não priorizar os sagrados laços familiares, aos valores do Reino. Disponibilidade em carregar a Cruz: “Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo...” A cruz é a imagem que melhor sintetiza toda a vida de Cristo. Renúncia aos bens materiais: “Quem não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo...” Vivendo em função deles, não sobra espaço para Deus e para os irmãos... Duas parábolas ilustram essa verdade: um rico Senhor quer construir uma torre para proteger seus celeiros e um rei está para declarar guerra, ambos devem calcular, prever... o que significa: seguir o Mestre deve ser uma decisão amadurecida e coerente até o fim. 

Como você se avalia no seguimento de Jesus?

Bom domingo!
Deus te abençoe.