Pastoral Carcerária Diocesana realiza formações em Guarapuava

Os encontros são realizados no segundo sábado de cada mês. O próximo será no dia 11 de junho, sábado, às 14h, na paróquia Santa Terezinha.

07/06/2022 15H03

Estive preso e viste me visitar” (Mt 25, 36)

A Pastoral Carcerária da diocese de Guarapuava convida todos que, de alguma maneira, desejam levar o amor de Deus àqueles que estão privados de liberdade, através da Pastoral Carcerária. Um encontro de formação será realizado no sábado, dia 11 de junho, às 14h, na comunidade Sagrado Coração de Jesus, no bairro Batel. Na ocasião, serão apresentados os trabalhos e sanadas dúvidas sobre a Pastoral, em especial sobre as visitas aos presidiários e às famílias.

As reuniões diocesanas ocorrem sempre no segundo sábado de cada mês, em locais e horários a serem designados.

O próximo encontro é o primeiro a ser realizado depois que a equipe diocesana participou de uma formação da Pastoral realizada em Piraquara (PR), junto com as demais dioceses que fazem parte da província de Curitiba. O encontro foi assessorado pelo padre Jonathan Luiz Antunes, assessor da Pastoral no Estado do Paraná, pela irmã Luciene de Melo, coordenadora da Pastoral Carcerária do Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), e por Cristina Coelho da Silva, coordenadora regional para a questão da mulher presa. Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e bispo referencial da Pastoral Carcerária, também esteve presente. Todas as informações aprendidas serão repassadas aos participantes da reunião diocesana.

O encontro da província foi excelente! Com muita aprendizagem, cada partilha nos enriquece e nos encoraja a seguir em frente na missão a nós confiada”, disse Zeni Meira, coordenadora diocesana. Sobre a formação em Guarapuava, Zeni afirma que é essencial para a formação de novos agentes e para rever os trabalhos e saber onde melhorar. “É muito gratificante desenvolver esse trabalho de evangelização, levando a Boa-Nova a todos sem distinção”, concluiu.


Sobre a Pastoral Carcerária

Confira algumas informações sobre a Pastoral Carcerária, segundo o site oficial:

“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25, 36). É com esse lema em mente que a Pastoral Carcerária (PCr), pastoral social ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), age junto às pessoas presas e suas famílias.

Com agentes presentes em todos os Estados do país, a PCr acompanha e intervém na realidade do cárcere brasileiro de forma cotidiana.

O Brasil tem atualmente a terceira maior população carcerária do mundo, em contínuo e exorbitante aumento desde o início dos anos 1990, revelando a perversa política de encarceramento em massa que está em curso no país, e que tem como alvo os grupos sociais marginalizados e empobrecidos, destacadamente jovens, negros e moradores/as das periferias e das áreas urbanas socialmente mais precarizadas.

A PCr, busca ser a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, caracterizado pela superlotação, condições insalubres e tortura sofrida pelas pessoas privadas de liberdade. Portanto, em seu trabalho de atendimento religioso às pessoas presas os/as agentes pastorais promovem um serviço de escuta e acolhimento, anunciam a Boa Nova, contribuem para o processo de iniciação à vida cristã e para a vivência dos sacramentos, e atuam no enfrentamento às violações de direitos humanos e da dignidade humana que ocorrem dentro do cárcere, pois “todo processo evangelizador envolve a promoção humana” (Doc. Aparecida, p.399). Assim, a evangelização concretiza-se de forma integral, seguindo as orientações da Igreja: “As profundas diferenças sociais, a extrema pobreza e a violação dos direitos humanos (…) são desafios lançados à evangelização” (Puebla, 90).
Está claro que encarcerar mais pessoas, em sua maioria pobres e negras, não diminui a violência; ao contrário, o encarceramento serve para torturar as pessoas mais pobres e gerar ainda mais violência.

É urgente e necessário que se paute e defenda um urgente e necessário programa de redução da população carcerária. Visando isso, a Pastoral, em parceria com diversas outras organizações, movimentos e pastorais sociais, lançou em 2013 a Agenda Nacional Pelo Desencarceramento.
O documento visa viabilizar o desencarceramento e fortalecer as práticas comunitárias de resolução pacífica de conflitos, por meio de diretrizes como:

• Suspensão de qualquer investimento em construção de novas unidades prisionais;
• Limitação máxima das prisões cautelares, redução de penas e descriminalização de condutas, em especial aquelas relacionadas à política de drogas;
• Ampliação das garantias da execução penal e abertura do cárcere para a sociedade;
• Proibição absoluta da privatização do sistema prisional;
• Combate à tortura e desmilitarização das polícias, da política e da vida.

Com essas propostas e diretrizes, seguimos em frente na luta por um mundo sem cárcere!
 

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