Solenidade da Epifania do Senhor

Confira a reflexão de dom Amilton Manoel da Silva, CP, sobre a liturgia desse domingo.

Celebramos hoje a festa da EPIFANIA, que apresenta a visita dos Magos ao Menino de Belém. Epifania é uma palavra grega, que significa “Manifestação”. Para os cristãos, epifania é uma manifestação extraordinária de Deus, pela qual Ele se revela ao mundo. Popularmente é conhecida como a festa dos “Santos Reis”.

A 1ª Leitura (Is 60,1-6) anuncia a chegada da Luz salvadora de Javé, que alegrará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

A 2ª Leitura (Ef 3,2-3.5-6) afirma que a presença salvadora de Deus no meio do povo não se destinará apenas a Jerusalém, mas a todos os povos. É uma síntese do pensamento de Paulo sobre o “Mistério”.

No Evangelho (Mt 2,1-12), vemos a concretização das promessas. Os “Magos”, atentos aos sinais da chegada do Messias, vão ao encontro Jesus e aceitam-no como “Salvação de Deus”. Eles representam as pessoas do mundo inteiro, raças, culturas e etnias, e a Igreja, que se põe a caminho para encontrar a Luz salvadora de Deus, que brilha sobre o mundo, Jesus Cristo, e se prostram diante Dele. A tradição deu-lhes nomes: Melquior representa a raça branca europeia e oferece o ouro (Jesus – Rei); Gaspar simboliza a Ásia e trouxe o incenso (Jesus – Deus);  Baltazar presenteou Jesus com a mirra. Ele representa a raça negra (Jesus – humano).

Duas atitudes se repetem ao longo de todo o Evangelho: o povo de Israel rejeita Jesus, enquanto que os “magos” do oriente, que são pagãos, o adoram. Herodes e Jerusalém “ficam perturbados” e planejam a sua morte, enquanto que os pagãos sentem uma grande alegria e o reconhecem como o seu Senhor. Com quem nos identificamos? Que presentes temos oferecido a Jesus? 

Bom domingo.
Deus te abençoe.